Evacuando paciente. Foto: Ecomed
WFR em Pto Piramide
Foto: Ecomed
foto: Ecomed
Estabilizando paciente
WFR em Bariloche
Bombeiros, paramédicos e policiais foram os primeiros a se organizar de modo a manter pacientes vivos durante as horas ou minutos mágicos antes da chegada de assistência médica. Protocolos e standards apareceram e hoje em dia todos operam de forma parecida.
Em zonas remotas porém, a coisa é bem diferente. Em montanhas por exemplo, podemos estar a dias da trilha mais próxima, que por sua vez pode estar a mais dias da estrada mais próxima que pode estar a várias horas de carro até um hospital. Na maioria das vezes já subimos conformados em morrer se algum acidente acontecer. Como deveríamos então atuar nestes ambientes em caso de um acidente grave?
Desde 1976 apareceu nos EUA um protocolo para lidar com este tipo de situação. Este evoluiu muito desde então, até que apareceu em 1984 o WFR - Wilderness First Responder, ou seja, socorrismo em zonas selvagens ou remotas.
Um WFR é treinado para lidar com as mais diversas situações encontradas em zonas remotas. Os cursos são ensinados de tal forma para que o estudante consiga avaliar uma situação, improvise soluções usando o que tiver disponível para estabilizar o paciente e encontrar o melhor modo de levá-lo à assistência médica. Os estudantes aprendem a pensar sistematicamente e documentar toda a avalição, decisões e planos, além de praticar o que aprenderam exaustivamente. Estes cursos geralmente duram 80 horas e um WFR graduado pode atuar em vários países do mundo.
Entre os tópicos ensinados nestes cursos estão:
- suporte básico de vida
- lidando com traumas em tecidos moles como queimaduras, congelamentos ou cortes
- prevenção e tratamento de agentes patogênicos do sangue
- tratamento de doenças infecciosas
- lidando com lesões em ossos e articulações, estiramentos e deslocamentos
- tratamento de diferentes tipos de hemorragias
- lidando com lesões ou possíveis lesões em cabeça e/ou coluna
- verificando, entendendo e documentando sinais vitais
- lidando com pacientes politraumatizados
- tratando pacientes com quadros de hipotermia, hipertermia, mal da montanha, cegueira, alergias, etc
- resgate e classicação de vítimas
- planejando e improvisando transportes/evacuações
- improvisando e lidando com equipamentos de resgate
- documentação e legislação
Atenção!!! O Portal AltaMontanha.com alerta que as atividades de montanhismo são adrenantes e viciam logo ao seu primeiro uso. Os perigos existem, principalmente quando os limites não são respeitados, porém é uma atividade muito segura se praticada com moderação, consciência e respeito à natureza!
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